sábado, 15 de maio de 2010

Cinema ou motel?

Certo dia, parei e refleti sobre certo assunto e nele investi longos minutos dentro de uma das muitas horas em que, por intuito atual, deveriam sempre ser mais construtivas.
O assunto, na verdade, surgiu de uma revolta e indignação que voltado para meu contexto, interfere diretamente na questão do raciocínio próprio, individual, inteligente e analítico que acaba nos trancando em uma realidade que, em relação com o passado, foi substituído as roupas, a forma de falar e o escambal... Porém, não a forma medíocre e antiga de pensar e ver os fatos.
O motivo da minha revolta é a facilidade em que uma coisa que é aquela coisa acaba se tornando outra coisa que se distância, por completo, da primeira, e o motivo dessa transformação se explica com a seguinte frase: ―As pessoas pensão coisas...
É incrível como o medo de ser mau visto pelos indivíduos de seu meio social pode controlar as convicções e atitudes de tantos. É de certo que vivemos em grupo, e devemos conviver em paz com os que nos cercam, porém, a partir desse nobre pensamento, criou-se um controle sobre como se deve pensar e o que é certo fazer. Assim, muitos indivíduos acabam sendo manipulados por conceitos que, em muitas vezes, fogem da realidade ignorando e anulando o incrível poder que é o raciocínio individual.
Tornou-se desnecessário a criação da opinião própria, afinal, para tudo, já se tem uma opinião formada. Em qualquer situação, o contexto é desprezível, sem valor, pois o medo de ser julgado negativamente por alguém acaba consumindo todos os fatos óbvios e esclarecedores.
Para alguns, passou-se o limite, pois o normal é que o meio em que se vive acabe o influenciando, mas, o que vemos é uma ditadura, uma sutil, porém, presente imposição de uma linha de pensamento. O castigo imaginado é a denegreçam de sua imagem, e talvez seja este um dos problemas: a imagem. O que se quer é ter uma boa imagem, e isso é totalmente compreensivo, porém, o que ocorre é que isso é confundido com ter uma boa imagem para os outros. E dessa forma devemos dar adeus à espontaneidade, criatividade e o mais importante, a liberdade. Sim, a liberdade, pois o que me levou a parar e refletir sobre tudo isso é que, para alguns, um simples programa de sábado a noite, assim como um casal de namorados irem ao cinema sozinho, se torna proibido e até absurdo, pelo fato de que as pessoas podem achar coisas. E ai, assumindo que o sujeito indeterminado acima sou eu, me pergunto se ao invés de dizer que ia ao cinema, disse que iria ao motel, ou então, se por engano, não disse que sou um bom moço e sim que sou o lobo mal que não quer mais comer só a vovozinha.
Bom, considerando esse exemplo, me levo a questionar sobre o valor de tudo isso. Será que realmente vale à pena manter uma boa imagem, uma aparência politicamente correta aos olhos de todos e assim perder a personalidade?
Não! Não vale não, e por isso te convido a nadar contra a maré. Convido você a ser visto como você e não como mais um. Vamos fazer tudo o que quisermos considerando somente o que acharmos certo. Vamos julgar errado somente o que realmente for errado, vamos nos destacar, vamos influenciar ao invés do contrário. Será assim que iremos fazer, essa será a ditadura de conceitos e assim, nem tudo será completamente errado ou certo. Conveniente será o que convém a todos e a nós mesmo. Vamos marcar uma época ou não. Vamos mostrar mais de nós mesmos, vamos fazer por onde e assim ser admirados. Dessa forma, faremos valer à pena, pois a vida é muito curta para ser pequena, faremos isso buscando a felicidade e esqueceremos o que os outros acham. Esqueceremos dos outros, faremos de nossa vida um grande espetáculo e pagarão para ver aonde nós chegamos e assim, nos conheceremos.
Esse é um convite, vamos “pagar pra ver!”

2 comentários:

  1. Nossa, bem crítico o seu pensamento. Desconsiderando uns e outros errinhos de ortografia e sua prolixidade, o texto está bem convincente. Desse jeito, você consegue persoadir qualquer e criar um revolução nos pensamentos de quem ler. Beijosss. Te amo!

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  2. É, ainda hoje existem pessoas que pensam como há 20 anos atrás. E esse pensamento parece imutável. Apesar de nós demonstrarmos sermos merecedores da confiança deles, do tempo que temos de namoro, eles sempre irão nos tratar como se você fosse o lobo mau que cansou de comer vovozinhas e eu, a chapeuzinho vermelho sozinha e indefesa. Sempre aceitarão ou rejeitarão nossos pedidos ou comunicados baseados não só no modo como foram criados, mas também no modo mais conveniente para eles.
    Amor, só o que nos resta é ter muuuuuuita paciência, por enquanto. E a mim, formar minhas próprias opiniões baseadas na minha verdade e no que eu considero que é certo.

    By: Te amouh...

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